Alegria, você tem um colo de mãe!

 

O amor de Deus manifesta-se na sutileza  das intenções,nos detalhes dos gestos, nas  coisas simples e ordinárias do cotidiano. Muitas vezes, somos invadidos por um estado de paz que transcende a falta de problemas. Aliás, são nestes momentos em que mais percebemos que se trata de uma ação divina.
Mas, dentre todas as expressões divinas no  humano, nada se compara com a alegria e ternura que emanam da presença da Mãe Maria. Mãe de Deus, da  Igreja e nossa.
Ela foi inserida no projeto salvífico, não apenas para ser a mãe do salvador, o que já seria muito, mas para ser expressão divina materna para nós batizados.
A história de Maria fala sobre uma moça, como tantas outras de sua época, mas que encontrou graça aos olhos de Deus de modo singular. Suas atitudes, seus gestos e sua entrega são testemunhos de vida que nos sinalizam o caminho até seu filho. Nós, católicos, a veneramos como filhos espirituais, cremos em sua santidade e em seu poder de intercessão junto de Deus, não sob a força de nenhuma  lei, mas pelo testemunho  de milhões de devotos que a denominaram , ao longo dos séculos, com milhares de nomes, como expressão de gratidão por graças alcançadas, a ela atribuídas.
Percorremos o caminho de sua vida e encontramos os mais delicados segredos de felicidade quando rezamos o Rosário. As contas refletidas, que replicam a Sagrada Escritura, tornam-se degraus que nos conduzem à intimidade com Deus.
Paradoxalmente, Nossa Senhora, tão abandonada por membros de outras religiões cristãs, fez retornar muitos católicos para o seio da Igreja, sabe por que? Saudades da mãe. Quem já sentiu o calor deste colo jamais esquecerá.
Você e eu somos amados (a) por Nossa Senhora. Ela é nossa advogada, medianeira e intercessora, mãe dos pobres, dos aflitos, das dores e do sorriso, é a mãe auxiliadora, de Aparecida e de Nazaré, do perpétuo socorro, do bom parto e da boa viagem. Ela é e será sempre, em tudo e todo lugar, a mãe do Céu.
Um dia, aos pés da cruz, a pedido de Jesus, João a levou para casa e ela o acolheu como seu. Ecoa ainda hoje, da cruz, a palavra de Jesus que diz: Mulher, eis aí teu filho, filho eis aí a tua mãe. Se você deseja experimentar a mais reconfortante de todas as alegrias, aceite-a em sua casa e deixe que ela te assuma como dela.

Pe. Rogério Canciam